Planejamento financeiro do casamento deve começar dois anos antes

novembro 1st, 2011

O mercado do Casamento movimenta R$ 10 bilhões por ano no Brasil, segundo estimativas da Abrafesta (Associação dos Profissionais, Serviços para Casamento e Eventos Sociais).

Uma série de eventos é realizada, em todo o país, com fornecedores desse mercado –no último fim de semana, mais de 200 expositores venderam seus serviços na Expo Noivas, em São Paulo.

Os gastos com festa e cerimônia religiosa são elevados –um casamento simples dificilmente sai por menos de R$ 15 mil na cidade de São Paulo, por exemplo, enquanto uma festa mais sofisticada facilmente passa de R$ 50 mil.

Especialistas aconselham, assim, que o planejamento financeiro do casamento comece a ser feito com a máxima antecedência possível.

Até porque as despesas com o serviço de buffet, o vestido, a decoração e a cerimônia religiosa geralmente precisam ser totalmente pagos até a data da festa.

“O ideal é começar a economizar dois anos antes”, sugere o professor de finanças do Insper Ricardo Rocha.

Mas, como se trata de um dinheiro com finalidade e prazo de resgate definidos, os noivos devem passar longe do mercado de ações.

Casal deve optar por investimentos de baixo risco

Os especialistas sugerem investimentos de baixo risco e grande liquidez (que permitam o resgate em pouco tempo).

O professor de finanças pessoais da Fiap (Faculdade de Tecnologia da Informação) Marcos Crivelaro sugere que o casal invista em fundos de renda fixa (cujo rendimento pode ser pré ou pós-fixado).

Outra sugestão são fundos DI (atrelados à variação dos títulos trocados entre os bancos, os Certificados de Depósitos Interbancário, ou CDI). “Nos dois casos, a rentabilidade é diária e não existem restrições para saque”, explica.

Atualmente, a rentabilidade desses tipos de aplicação é de cerca de 0,70% ao mês. “São investimentos seguros e de fácil acesso, porque são ofertados por todos os bancos”, afirma Crivelaro.

Especialista sugere investir no Tesouro Direto

Ricardo Rocha também sugere os fundos DI, além de aplicações em títulos públicos do governo por meio do programa Tesouro Direto. “Se o prazo é curto e o casal já tem o dinheiro da festa ou pelo menos parte dele, é importante optar por uma aplicação de baixo risco”, diz.

“Até a poupança pode ser uma opção. Apesar de ter um rendimento mais baixo, é interessante se o valor investido for menor porque não existe cobrança de taxa de administração”, afirma o professor

O rendimento da poupança, hoje, é de 0,5% ao mês mais a variação da TR (Taxa Referencial). Diferentemente dos fundos, além de não ter taxa de administração, a poupança também não sofre a incidência do Imposto de Renda.

Ideal é pagar tudo à vista

Uma das vantagens de se começar a economizar para a festa com dois anos de antecedência é que, quando chegar o momento de fechar o contrato –geralmente isso é feito um ano antes–, o casal poderá optar pelo pagamento dos serviços à vista, o que dá margem para um pedido de desconto.

Quem simplesmente marca a data e só depois começa a pensar nas despesas acaba tendo de fazer um esforço financeiro bem maior.

Para juntar os R$ 15 mil necessários para uma festa para 200 pessoas em apenas um ano, será preciso, lançando mão de fundos de investimento conservadores, aplicar R$ 791 por mês.

Para uma festa média, de R$ 30 mil, será preciso juntar R$ 1.581 por mês; e, para uma festa mais sofisticada (de R$ 50 mil), seriam necessários R$ 2.638 mensais, segundo os cálculos do professor Marcos Crivelaro.

Fonte: Uol

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