Casamentos: Lista de convidados, como cortar sem perder o amigo

outubro 29th, 2012

Quando um casal inicia os preparativos da vida a dois e da festa de casamento, a atmosfera é de abundância, de generosidade, de alegria sem fim. Mas, dizem, não há bem que nunca se acabe. Logo, logo chega a hora de cortar a lista de convidados para adequar os planos à realidade do orçamento.

Decidir quem fica e quem sai pode ser ainda mais complexo quando envolve, por exemplo, os amigos dos sogros. Para que a lista de convidados não se transforme numa lista negra, especialistas dão dicas para sobreviver à saia justa sem estresse. Lembre-se, em tempos de redes sociais é quase impossível ficar alheio a alguma coisa. E só mesmo quem nunca viveu a situação de ter que preparar uma lista, pode vir a se aborrecer com o fato de ter ficado de fora.

1 – Divida para somar

Uma boa proposta de divisão amigável de convites em família, a grosso modo, pode ser definida assim: 50% dos convidados são dos noivos e 25% para cada casal de pais. Mas é claro que essa proporção pode ser muito flexível, principalmente porque hoje em dia os casamentos são, em sua maioria, bancados pelos noivos.

2 – Abra o jogo

“Tudo o que é feito com correção, transparência e honestidade em família não tem como dar errado”, sentencia o decorador Antônio Neves da Rocha. Para ele, a receita de uma boa lista é simples: família, padrinhos e melhores amigos. “Quando o casal tem limitações de espaço e orçamento, mas começa a pensar que poderia ser bom também convidar o fulano que é um bom contato, mas nem é tão próximo, abre precedente para que questionem o critério de escolha. Não pode escorregar”.

Há casos em que os noivos se certificam de quanto custaria cada convidado extra e a família discute se é o caso de um interessado em crescer a lista pagar por isso, desde que o lugar comporte os novos convidados.

3 – Faça as contas

A lista pode ter uma margem de 20% a 30% de convidados além do limite máximo, pois essa costuma ser a porcentagem padrão de faltosos em casamentos – chamada de ‘quebra’ pelos profissionais da área. “Sempre aconselho os noivos a fechar todos os contratos pensando em 2/3 do total de convidados, pois o RSVP costuma terminar duas semanas antes da festa e dez dias antes do evento você consegue crescer, se necessário, o número de convidados dentro dos valores já combinados. Já vi prejuízos de R$ 60 mil devido a excesso de confiança dos noivos. No dia da festa a ‘quebra’ ainda pode aumentar 5% por conta dos imprevistos”, explica Flávia Gurgel, organizadora de eventos.

Mas cuidados: essas “folgas” são tentadoras para gosta de estourar a lista. “Em festas lotadas, os convidados são menos bem servidos, fato, mas quando todos estão juntos para celebrar uma união, felizes, isso não é o mais importante. Em 90% dos casos de estouro, dá tudo certo”, diz Antônio, que já presenciou um estouro de nada menos do que 700 pessoas. Mas antes de se sentir tranquilo com a possibilidade de estouro na sua festa, saiba que hotéis e casas de festas costumam trabalhar controlando com contador o número de convidados e apresentam os “extras” depois.

4 – Priorize

Deixar de fora os amigos de trabalho pode parecer um bom ponto de corte, mas há casos e casos. “Quando uma cliente advogada me diz que não vai convidar ninguém do escritório em que trabalha, eu falo logo: é preciso pensar no dia de amanhã”, brinca Antônio. Para ajudar na hora do corte, os noivos podem classificar os convidados em duas categorias – algo como indispensáveis e desejáveis. Leve em conta que amigos e parentes que moram longe podem ser convidados sem representar riscos, devido à baixa probabilidade de comparecerem. Existem ainda noivos que deixam a cargo do cerimonial repassar a informação de que acompanhantes não são permitidos, mas essa pode ser uma forma apenas de terceirizar o problema.

5 – Desobrigue-se

Não é porque você está se casando que passou a dever alguma coisa ao mundo. Não se obrigue a convidar ninguém que não queira. Por outro lado, é bem raro, mas se acontecer de alguém importante ter ficado de fora e tiver sabido da festa, planeje um delicado pedido de desculpas. Não há mal que sempre dure…

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